quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Para as Pessoas que Sofrem e/ou Solitárias

Não prego verdades absolutas. Tenho medo disso!

Estou em constante mutação. O que me castra a escrita muitas vezes é o receio de espalhar idéias sem ter pensado nelas com o devido critério.

Todos merecem muito mais do que a resposta quando fazem uma pergunta, e eu nunca tenho a resposta! Mas tenho idéias... Mesmo que não sejam assim tão boas.

Mas não preciso de perguntas quando alguém passa a idéia de procurar uma resposta. E todos nós esperamos respostas, não é mesmo?

Como você, tenho pensamentos e questionamentos, e absolutamente nenhum deles é novo. Tenho certeza que você, que está me lendo, conhece a maioria deles, talvez com outras palavras. Quero crer que você tem versões melhores que as minhas.

Vou escrever alguns. São idéias radicais, que tirei da Bíblia, que faz juz a um determinado contexto histórico e eventualmente podem ser contra argumentadas, em parte, pela própria Bíblia. São perguntas que, acredito, podem ser lidas em momentos de sofrimento ou solidão. Espero que lhe seja útil.

  1. Como reconhecer o dia àquele que não conhece a noite? E vice-versa? Existe felicidade para àquele que não conheceu a tristeza? Em última instância, não conheceu o desespero, a inutilidade, o ódio e a dor?
     
  2. Se nos foram dados, de forma gratuita, as bênçãos da sapiência, dons específicos, o controle motor, o dom da multiplicação da espécie, das emoções (amor / caridade) e da em última instância, da própria vida física (só para citar alguns exemplos), como podemos reclamar daquilo que eventualmente nos foi (ou nos será) tirado?
     
  3. Como esperar qualquer pagamento que seja de outro ser humano, se cada um deles é responsável e dono dos próprios atos, desejos, instintos, sentimentos e pensamentos? Porque esperar retribuição daquilo que nunca nos foi pedido? E mesmo que tivesse sido pedido, não teríamos feito o que foi pedido por vontade própria?
     
  4. Não seriam os sentimentos "ruins" (como a melancolia) formas eficazes de meditação sobre os valores da vida? Sobre aquilo que realmente importa? A nostalgia em si, a saudade de um tempo, de um gosto, de um cheiro, enfim, de sensações, não seriam só a bênção da capacidade de recordar e reviver, mesmo que de forma não totalmente satisfatória, as alegrias e ensinamentos vividos? Não seria muito pior esquecer?

    Que validade teria tido (para a nossa existência material) o nosso passado, erros e acertos? E por conseqüência, qual seria o sentido de viver o presente, já que amanhã tudo o que tivesse sido vivido de importante seria sumariamente esquecido?

    E o entendimento da saudade não nos ajuda a perceber melhor o tempo presente, já que amanhã este presente pode representar uma nova saudade?


Às vezes, mais é menos. Mas o livro de Jó nos ensina que não temos capacidade para entender os projetos e desígnios de Deus. Eu vejo isso como uma linda lição de humildade.

Eu vos sinto como uma pessoas humildes, e ao mesmo tempo, repletas de luz e conhecimento. Você, que está lendo este texto, é uma pessoa abençoada, e deve isso a tudo o que lhe foi dado, e tirado, desde antes do seu nascimento até hoje.

Ainda, quero que saibam que entendo que não posso sentir na minha pele o peso da sua cruz. Não desmereço o seu sofrimento e a sua solidão. Também quero acreditara que pensa o mesmo sobre o peso da minha cruz, e a dos nossos semelhantes.

TUDO tem importância, e só o seu Deus pode calcular (ou contabilizar) tais mistérios... E acredite: Ele se importa.

Fé, esperança e amor... Sempre! Mas principalmente, amor.

Fiquem com Deus!

Lupo

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Verdade Absoluta

Se preferir, pode ouvir este texto narrado por mim no player abaixo;


Verdade Absoluta - Lupo by forati




PRÓLOGO – VERDADE ABSOLUTA


1 + 1 = 2


DESDIZENDO VERDADES ABSOLUTAS


São palavras tão bonitas (de sabedoria!),
Aquelas que alardeiam a perfeição,
E sentenciam os ignorantes à escuridão em pleno dia.


“Carpe dien”
“Arrependa do não feito”
“Busque a paz lá no tormento”
“E ame mais a você mesmo”


Como se eu não tivesse o direito de passar meu dia deitado numa cama, chorando e sofrendo de pena de mim mesmo, para tentar – quem sabe – pagar uma pequena parcela do preço dos meus pecados, da minha conta junto ao Universo cósmico, que só de juros dá uma vida.

Como se eu não tivesse o direito de querer (só querer, não é muito!) voltar atrás, e impedir aquela palavra áspera, o movimento descuidado, a tecla que o dedo esbarrou sem querer, o momento que passou sem que eu tivesse dito adeus. Como se eu fosse obrigado a me mostrar ainda mais fraco para o outro, como se já não me bastasse conhecer – de cor – a minha imensa pequenez.

Como se eu não pudesse escolher o 44 de vez em quando, e seguir na mesma linha por um tempo. Como se eu não pudesse, só às vezes, esquecer dos meus problemas mesquinhos, meus erros absurdos, minhas vontades infantis, minhas desilusões raquíticas, e finalmente esquecer (só às vezes!) a certeza da minha imperfeição e essa angústia que machuca e destrói minha garganta, e com ela, minha voz.

Como seu eu fosse um só, e não uno com o mundo. Como se eu pudesse me amar sem amar o outro, que não passa de eu mesmo. Como se eu tivesse que me odiar para odiar o outro, aquele que nos segredos mais íntimos, pensa ser Jesus e faz sexo com Nossa Senhora.

Somos ou não somos apenas átomos, e átomos de átomos, organizados mais ou menos de forma caoticamente organizada?


Mais um quarteto, vá...


“Doe sangue”
“Nunca perca o momento”
“Conheça, e depois quebre regras”
“E catzo, plante uma árvore e tenha um filho!”


Mas o sangue é ruim,
O momento já passou,
Não sou eu o autor do livro,
E o resto você sabe.


Fim do primeiro ato.


CONFIRMANDO A “DESDIZÊNCIA”


Nada valem, querido e odiado leitor. São só palavras.
Veja: cada erro é pessoal,
Vivido por você (e por mim) a cada ciclo,
E sempre termina com mágoa,
E quase sempre com culpa.


Não existe aprendizado nas palavras lidas,
Só nas experiências que tocam o seu coração,
Pois o aprendizado e esquecimento andam de mãos dadas.
Sua casca não passa de um composto de carbono,
Com muita água e pouco ferro.


Você sempre se verá no horizonte das palavras,
Serão perfeitas... Ah, se não fossem só palavras,
Transvertidas ou transvestidas, não em sílabas,
Mas em cruel arrependimento.


É tão fácil escrever verdades absolutas,
(Como essas que escrevo)

Difícil mesmo é se livrar delas,
Atingindo a sua perfeição, única,
Que inexoravelmente será formada de certos e errados,
De sorrisos e lágrimas,
De vitórias, derrotas, alguns empates,
E matematicamente ornamentada por bênçãos e maldições.


Talvez – é o que eu digo, -
O segredo seja querer ser simples,
Simplesmente... humano.
Não sentir vergonha (remorso, raiva, culpa) dos defeitos,
E não se vangloriar (publicar, exibir, pensar-se pleno) das virtudes.


Nota do autor: Sou um idiota. Continuemos, preste atenção:


Cada erro que cometemos cobrará seu preço.
E cada acerto já será, por si só, a recompensa.


Deixe-me repetir:


Cada erro que cometemos cobrará seu preço.
E cada acerto já será, por si só, a recompensa.


EPÌLOGO – DESDIZENDO A “DESDIZÊNCIA”


Não há evolução nessa conta.
Alguém me explique, pois para mim,
Um mais um,
Nunca dá dois.

domingo, 4 de setembro de 2011

Meu sofrimento é culpa da minha mãe!

Amanhã vou ligar para a minha mãe:



"Mãe, você é culpada! Quem mandou me dar uma base, princípios, educação, moral, bons costumes, respeito ao próximo? Não tinha nada melhor pra fazer não? Sei lá... Fosse ver uma novela!


Pq as pessoas que não tiveram isso estão bem, passando os outros pra trás, aprontando todas e sem nenhum peso de consciência, pois eles não a tem! Sabe pq? Pq a mãe deles não ficou que nem a senhora EDUCANDO!"

Ridículo? Pois é... Mas vai dizer que não faz sentido.

#byLupo

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sonhos de Infância

Quando eu era pequeno, eu achava a vida chata. Boa frase pra se começar um post, mas não vou concordar com o Lulu. A vida não era chata não, mas era formada por coisas chatas e também por coisas divertidas.

Lembro tantas coisas legais! As brincadeiras de pega-pega ou do brigadeiro de panela que minha mãe fazia. Quero ir além! Quero ir no fundo do sentido de inocência que existia outrora, e que raramente vejo nos dias de hoje, nas crianças de hoje. Não era melhor, nem pior, mas certamente era diferente.

Nunca pensei em ser adulto no sentido ruim. Ser adulto sempre foi para mim um futuro longínquo, em que eu poderia dirigir meu próprio carro e fazer qualquer coisa sem que ninguém me podasse. Ser adulto era quase ser livre. Ser adulto era só uma idéia de futuro... Um dia que nunca chegaria.

Pensei em filhos sim. Uma menina, como nunca escondi. Pensei em casar, e tomar café da manhã com a mesa cheia de coisas gostosas. Um beijo a qualquer hora na minha amada estava nos planos. Nunca pensei em contas, em trabalho, em horários. O futuro era a vida simples, sem medos, e com muito amor.

Não sei se realmente pensava assim, faz tanto tempo... Eu acho sim.

Como não posso voltar no tempo para relembrar, assumo que estes eram os planos de criança para o futuro que nunca chegaria. Eis que ele ele está aqui, e não é que o futuro virou presente?

Dirijo meu carro, e às vezes tomo café. Ainda sonho o sonho que (será) eu sonhei criança, e ainda vejo o futuro como algo distante, a ser alcançado - quem sabe - um dia.

Talvez eu devesse parar de sonhar e usar meu tempo para viver os desejos deste adulto que esqueceu de crescer.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Sorria!

Não tenho nada pra escrever hoje... Mas quero muito deixar coisas ruins pra trás. Não me arrependo de nada, mas o último post não foi bom, então vou deixar uma frase que coloquei a pouco no facebook.

A vida sempre nos dá novos sonhos, novas possibilidades. Não planos: Possibilidades. E vivendo, sem a tal vergonha de ser feliz, vamos encontrando aos poucos as nossas gotas de felicidade, e aprendendo mais e mais essa arte de PERCEBER os momentos.

É por isso que eu quero que você, que está lendo isso, dê um sorriso! Espalhe sua alegria! Linda sexta queridos!

#byLupo - 11/02/2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Eu sou

"Lupo, você é alguém que não tem compaixão, faz calúnias, espalha boatos, não tem ética, não é digno e é impaciente. Também é irresponsável, destrutivo, algoz, julga as pessoas, é covarde e não vê seus erros. Você fere os outros, é cruel, provocador, estúpido, nocivo, mal educado, traiçoeiro, premeditadamente mal, mimado, causa sofrimento alheio, além de ser manipulador, malcriado e covarde! Você simplesmente não amadureceu."


02/02/2010

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Noite

Todos os dias são iguais, o que muda? O sol nasce mais ou menos no mesmo lugar... Às vezes chove, outras não. O diferente nunca é percebido: Um passarinho que voou perto da sua janela. Ontem ele nem sabia voar, e você nem sabe.

Deixa estar... Tudo é o mesmo de forma diferente. Até que um dia, cedo ou tarde, e gente morre.

Seremos, ou não, apresentados ao outro lado. A esperança derradeira, sem a qual nada faria sentido. Um dia qualquer... Assim como aquele que Raul recitou em "Canto para a minha morte".

Mas não vamos pensar no sol, já que Raul é luar. Noite! Como eu amo a noite!

É de noite que tudo em mim acontece nos momentos em que estou vivo. Música, poesia, amor e saudade, tudo junto e misturado, ou ainda em partes. Faço meu brigadeiro, meu café, almoço às 3 da manhã! Logo são quatro, cinco... Minhas mordidas e uivos desperdiçados, e como o que eu gosto de desperdiçar não é desperdício, nem sinto muito! Seis horas, talvez sete, e então o sol dá as caras.

E o dia amanhece para meu desespero! Como queria que a meia noite voltasse!

Nem perco o sono, pois não o tinha. Vou deitar, ler um livro, gritar! Então durmo. Morro um pouco, para renascer na nova noite que surgirá! Nas estrelas do céu, no vazio do som, na claridade da alma que contrasta a escuridão do mundo!

Noite... Para mim a noite é o clarear do dia, e o dia, o prenúncio da morte. Lenta e inexorável.

Quero viver cada noite como se fosse meu último dia!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Eclipse

O sol ilumina o dia
A lua, a noite.

O sol aquece o corpo
A lua, a alma.

O sol ama a lua
A lua, o sol.

E os dois quase não se encontram. Quando acontece, tudo fica escuro para que ninguém veja os detalhes desta comunhão, mas o amor é tanto que não conseguem sua privacidade: Todos olham para o céu, e percebem na noite do dia como é bom virar um só.

Virar um só... Virar um sol! Torna-se lua... Nua... Minha... Sua.

Eis que o amor do sol e da lua nos ensina que para ser feliz não é preciso estar juntos sempre. Devemos apenas exercer a nossa missão. No caso deles, iluminar, aquecer e embalar os sonhos. A nossa é mais simples: Amar.

Observação 1: Este texto foi inspirado neste post da Lena. Impressionante como a poesia dela me inspira! Acessem: http://bit.ly/gMrzsC

Observação 2: Por um motivo pessoal, este foi o texto mais doído que eu já escreví. Não queria que sol e lua se amassem, pois este amor (ou um igual) quase destruiu os meus sonhos.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal... Que seja Feliz!

Hoje eu não almocei. Bateu uma tristeza chata e quase perdi a esperança... Mas sempre é quase. Pior seria se fosse quase sempre.

Meu natal será ao lado do meu pai e da minha mãe (não ao mesmo tempo), mas poderei abraçar os dois. Também verei irmãs, tia, tio, prima, e um monte de gente da família e alguns amigos... E poderei olhar nos olhos, dar um beijo e um abraço em cada um, e então dizer: "feliz natal".

Não tenho presentes comigo, e não espero receber. Neste natal, a única coisa que eu quero é abraçar. beijar, desejar do fundo do coração e perceber o quanto cada uma dessas pessoas são importantes na minha vida. Não espero que percebam o símbolo disso pra mim, e nem que me amem mais ou menos... Só quero sentir mais uma vez a energia de cada uma dessas pessoas.

Quando terminar, vou inventar uma prece. Vou agradecer a Deus por tudo o que Ele me dá e tem dado nesses 35 anos de vida. Agradecer por ter uma fé tão grande e inabalável nas pessoas, mesmo com todas as mazelas deste mundo. Ter fé num recomeço após a morte e na evolução eterna do espírito.

Não queria pedir.... Mas vou. Pedir saúde, tempo e condições nesta vida para que eu possa descarregar pelo menos uma parte do peso que eu carrego. Peço por mim, mas também pelo próximo, pois sei que quanto mais leve eu estiver, mais poderei ajudar a tirar o peso do outro.

Neste natal, não vou segurar nenhum "eu te amo" e nenhum "você é importante pra mim". Tentarei fazer isso de forma que o outro não fique constrangido, ou com a obrigação de dizer o mesmo... É por isso que farei isso no abraço e também no pensamento.

Queria que vocês que estão lendo também fizessem isso... Talvez seja este um bom presente para o Aniversariante... Pois foi exatamente isso o que Ele nos pediu. E só isso. E não é muito. E faz bem.

Que Deus abençoe a todos vocês, que este natal seja diferente, mesmo que pareça igual. Que todos possamos olhar para Jesus de forma parecida com a que Ele olha para nós.

Um beijo, deste ser imperfeito e cheio de defeitos, mas que ninguém no mundo tem o direito de dizer que não é capaz de amar.

I can't take my eyes off you



Desculpem o péssimo falsete... Não tenho voz pra alcançar as notas e tive que apelar. Não preciso de falsos elogios, sei que não tá bom. =)


Aproveitando... Bom natal pra todos!


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Feliz Aniversário Maria Helena




Acima, o áudio da declamação da poesia abaixo (do Chico Xavier), além de uma mensagem para a Lena.

Quero nascer de novo
cada dia que nasce
"Quero nascer de novo cada dia que nasce.
Quero ser outra vez novo,
puro, cristalino.
Quero lavar-me,
cada manhã,
do homem velho,
da poeira velha,
das palavras gastas,
dos gestos rituais.

Quero reviver a primeira manhã da criação,
o primeiro abrir dos olhos para a vida.
Quero que cada manhã,
a alma desabroche do sono como a rosa do botão,
e surja, como a aurora do oceano,
ao sorriso dos teus lábios,
ao gesto de tua mão.

Quero me engrinaldar para a festa renovada
com que cada dia nos convidas
e desdobrar as asas como a águia em demanda do sol.

Quero crer, a cada nova aurora,
que esta é a definitiva,
a do encontro com a felicidade,
a da permanência assegurada,
a de teu sim definitivo."

(Chico Xavier)

Conheça este anjo em seu blog: http://pintandoosetecomavida.blogspot.com/

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O que Eu Entendo de Chico Xavier

Chico foi embora num dia de festa, exatamente como queria. Ele era inteligente, brincalhão e um ótimo amigo (pelo menos assim eu o imagino). Tinha consciência dos seus deveres aqui na Terra, e fez isso muito bem. Cuidou para que seu ego não o dominasse, mas falava as verdades com convicção. Seu segredo era simples, mas não fácil. Chico não era santo, mas havia santidade nele, assim como existe em cada um de nós. É por isso que faço esse post: para dizer e compartilhar o que eu penso dos ensinamentos de Chico. Quero seguir seu exemplo e, com convicção, escrever bons caminhos.

Vou falar das coisas que eu acredito da essência de Chico Xavier. Ainda não sei o que vai sair, mas gostaria que as pessoas de todas as religiões o lessem com o coração aberto, pois o caminho para a luz é a caridade (= amor), e ela está presente em todas as doutrinas, e é (e foi) ensinada por todos os grandes mestres. Jesus, só como exemplo, só nos pediu para que amássemos uns aos outros. Não é muito né?

Quando eu estiver lá na outra esfera, quero ter consciência do que passei aqui. Não quero, por outro lado, que essa consciência me deixe triste por não ter feito as coisas que podia ter feito e não fiz. O tempo para nós é tão pequeno perto das possibilidades que a vida nos apresenta a cada dia! Então, hoje que estou melhor de uma dor horrível causada por possivelmente um cálculo renal, penso na dor que passei com alegria. Não sinto mais dor, e não sentir dor agora é mais importante para mim do que já foi. Eis que o sofrimento me ensinou algo bom.

Mas ainda não estou lá na outra esfera, e ainda sou uma criança espiritual sedenta de informação. Eu peço luz (conhecimento),  e a recebo, e mais e mais a cada dia, e mesmo assim estou tão longe! Minha maior resposta não me será dada agora, àquela que Chico bem sabia e não nos ensinou. Sabe porque ele não fez isso? Para aprendermos o 5, é preciso aprendermos antes o 4, e antes o 3... Como correr antes de andar, não é mesmo? Mais do que isso, como andar com segurança tendo apenas a "facilidade" em nosso foco de visão? Fazer àquilo que 'sei e faço' todo dia é muito simples e não me acrescenta nada. Difícil mesmo é fazer as coisas que nunca fiz, e são exatamente essas coisas que me darão as virtudes que ainda não tenho. É preciso que haja espinhos, pedras, é preciso que doa na carne e na alma, que seja difícil (quase impossível!), é preciso pelo menos uma vez na vida passar um aniversário (ou natal) sozinho.

Vamos mudar um pouco, mas não muito...

Quando perdemos algo é para que tenhamos espaço para encontrarmos outra coisa, para que haja movimento no mundo e em nossa alma. A rotatividade de sensações, pessoas, lugares, coisas, às vezes é entendida como perda e não como ganho. Temos essa tendência, até um pouco egocêntrica, de olhar para o chão e não para as estrelas... Mas sabe? Eis um segredo: A felicidade é maravilhosa, mas é preciso que você a queira, que faça juz a ela. A felicidade real e verdadeira está na leveza da alma, da consciência. Nenhum sofrimento é maior que não possa ser anestesiado por um coração regado de amor e caridade. Não existe bebida, droga, endorfina, placebo ou alucinógeno mais eficaz, e o amor tem a vantagem de ser bom para a pele, para o corpo e para a alma.

Sabendo que a felicidade e a tristeza (cito a dor) são bênçãos, posso chamá-las a partir de agora simplesmente de existência. A existência é o momento, o agora, mas que contém ao mesmo tempo tudo o que já passou. Sua existência é a base para as suas escolhas de agora, que moldarão o seu futuro. Tais escolhas são muito importantes, pois é através delas que você fará brilhar mais (ou menos) a luz que existe dentro de você, e essa luz é o que verdadeiramente importa.

Mas a existência não é solitária, e que bom que não seja! Estamos em contato diário com outras pessoas. Cada uma tem um nível de evolução espiritual diferente. Algumas são mais crianças do que a gente, outras estão mais a frente, mas não existe diferença alguma no potencial de todas. Nossas escolhas têm mais importância quando impactam de alguma forma o outro, ou ainda quando somos impactados pelo outro. Então, fique triste se alguém te magoar (e nunca se esqueça que essa pessoa pode não ter culpa... Ela pode ser apenas uma alma criança levada, ou ainda uma alma mais velha que está servindo de ferramenta para o seu crescimento), mas é muito pior magoar. Se tiver que escolher, não seja o agente negativo. Se alguém falar de você (seja uma crítica ou um elogio) e se for verdade, agradeça com humildade ou ainda fique quieto. Se for mentira, não diga nada. A mentira é uma erva daninha que gera rancor e apodrece bons frutos.

Mas você ama, é caridoso... E qual a recompensa? Você consegue enxergá-la ou senti-la? Eis que aí está um grande ensinamento de Jesus, e também de Chico. Não cobre nenhum tributo de gratidão pelos seus atos. Permita que sua mão esquerda não saiba àquilo que sua mão direita fez de bom. Divulgue seus erros, se quiser, se sentir que isso fará bem para o outro, mas evite se posicionar num local mais elevado. A virtude pessoal da caridade é o brilhar da alma, e esse brilhar te dará a capacidade de deixar alegria por onde passar, mesmo que sua existência ainda tenha muitos pingos de sofrimento e tristeza. Não colabore nem dê motivos para mais sofrimento dos outros: Pelo contrário: Compadeça-se da dor, e tente fazê-los sorrir na hora certa.

Na hora certa, pois todos temos o direito e quase a obrigação ao luto, a tristeza e mesmo a alguns momentos de falta de esperança. Nosso lado humano precisa disso... Mas não espere muito tempo para olhar para o céu. Não espere ser melhor do que é para tentar fazer o bem... Se esperar por isso, nunca fará nada. Não importa se está se sentindo pequeno diante da dor e da pequenez de sua alma... Cresça! É simples, fácil, indolor! Viva! Exista! Aproveite seu tempo! Compartilhe! Doe! Em resumo: Ame!

Meu amor, você pode tudo em sua fé. Siga-a, qualquer que seja, mas com amor verdadeiro e alma leve. Fazendo isso, quando você "morrer" e for para o céu das suas convicções, não estranhará a felicidade, pois já a terá conhecido aqui na Terra enquanto exercitava a sua existência.

Como Chico diria, não podemos recomeçar e fazer um novo início, mas podemos sempre fazer um novo final...

Que Deus nos abençoe sempre!

#byLupo

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Meu presente: Perceber o presente!

Não quero viver do passado, nem do futuro, mas como é bom relembrar cheiros, sons, gestos, paisagens, pessoas...

São tantos os caminhos e tantos os universos em cada ser que passou pelo mesmo caminho que eu no exato momento em que eu estava passando!

O que me entristece um pouco é que tive muitos momentos felizes, e tristes, mas não tive a consciência da importância deles no momento em que os estava vivendo.

Isso virou uma regra pra mim: Perceber!

Perceber o momento. Sofrer, chorar, sorrir... Aproveitar o abraço, o beijo, o tapa. Sentir a vida sendo vivida, acontecendo!

Eis que meu sangue ainda corre em minhas veias. É quente! E delicioso!

Inspirado no post "A Vontade de Recordar" da Ana Clara

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Mensagem de Final de Ano

Já faz um ano. O sons eram os mesmos,
Se não me engano, os desejos mais serenos.
Sete ondas, algazarra num céu colorido,
Cachorros com medo e procurando um abrigo.
Janeiro, passou rápido e já era Fevereiro,
E aqui estou eu, num Dezembro festeiro.
Retrospectiva, Roberto Carlos, final de campeonato,
E tudo muda, imutavelmente, um tudo abstrato.
Nova vida? Nova vida de Jesus, que a cada ano perece,
Nova lágrima, novos desejos, uma só nova prece.
Saúde, que haja paz, que seja pleno,
Meu coração amiúde se satisfaz no sereno.
E um beijo, Que outrora era desejo,
Ora é um jeito de dizer que te amo.
Outros anos assim passarão.
Qu
e o engano deste fim do ano,
Seja o derradeiro acerto de meu coração.
  
Acordei cedo... Na verdade não dormi. Fiquei horas e horas olhando a parede, com aquele frio na barriga que dá quando a gente espera por algo.

Levei um susto com o despertador... Pulei rapidamente da cama e fui correndo preparar o café. Fiz forte, com pão e queijo. Olhei no espelho, as olheiras me denunciavam... Lavei o rosto, sem motivo... Fui tomar banho.

Desci, fui para o carro, que insistia em não pegar. Pegou. Saí. Fui na direção do sol, na direção do vento, na direção do meu destino. Passei lombadas, semáforos, hospitais e casas. Passei pela estrada de cimento, pela estrada de tijolo e pela estrada de areia. Estava indo em frente, como sempre...

Bati. Estava rápido e o acidente foi feio. Morri. Pelo menos não machuquei mais ninguém.

Estava sozinho, e deixei cicatrizes. Pessoas que me amavam choraram. Pessoas que me conheciam ficaram com nós de garganta. Minha mãe se desesperou. Meu pai idem. E eu também chorei.

Depois de muito tempo, ainda resta na estrada uma cruz informando aos outros motoristas da minha partida. Vejo que poucos a percebem no movimento constante da estrada, mas todos que a notam reduzem a velocidade, como que para me cumprimentar. Não me conheceram, mas existe em seus íntimos um fundo de tristeza também, pelo menos eu acho.

Corri para chegar mais rápido ao meu destino, e pensava que ele já estava escrito. Na verdade, meu destino não precisava de pressa, mas de esperança, fé, ou mesmo vontade e maturidade.

Que neste Natal você siga o seu caminho em direção ao seu destino... Mas se for de carro, tome cuidado e não corra.

By Lupo, primeira publicação em 08/11/2003

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Desafio dos Sete

Ganhei um selo da querida Liane (http://blogdaliani.blogspot.com), e também da Carol (http://carolcorderosa.blogspot.com/) com muita honra, e fui desafiado a responder um questionário. Seguem abaixo as minhas respostas, não necessariamente em ordem de importância:


1) O que pretendo fazer antes de morrer
 
  • Ter um filho
  • Publicar um livro
  • Atingir um nível bom de entendimento de mim mesmo
  • Manter minha pseudo independência
  • Ensinar e aprender alguma coisa todos os dias
  • Ver um mundo em que as pessoas dêem mais valor às pessoas do que às coisas
  • Continuar meu trabalho profissional com gosto e amor até me aposentar

2) Palavras ou expressões que mais falo
 
  • An???
  • Fique com Deus / fiquem com Deus
  • Bom dia / boa tarde / boa noite
  • Tô com "pré"
  • Quero chocolate! rs
  • Coisa mais linda do mundo (pra Meg, minha filhota canina)
  • Terumi e Aleska, vou fazer ensopado de gato (pra minhas filhotas felinas)

3) Coisas que eu faço bem
 
  • Sonetos
  • Programação
  • Dirigir
  • Simulação de vôo
  • Cativar pessoas
  • Decorar músicas / poesias que gosto
  • Dormir rs

4) Meus defeitos
 
  • Preguiça
  • Tabagismo
  • Insegurança
  • Falta de controle administrativo e financeiro
  • Falta de vaidade / auto-estima física
  • Instrospecção exagerada
  • Falta de respeito por mim mesmo

5) Minhas qualidades
 
  • Sinceridade
  • Inteligência
  • Vontade de aprender / crescer / evoluir
  • Não me sinto preconceituoso em relação a nada
  • Mantenho minha consciência limpa
  • Sou justo
  • Dou mais valor as pessoas do que as coisas

6) Coisas que eu amo
 
  • Animais
  • Música (ouvir, tocar, cantar...)
  • Pessoas, principalmente velhinhos e crianças
  • Tecnologia
  • Poesia
  • Meu trabalho
  • A vida. Ambas
  • Laura Pausini rs...

7) Blogs para participar do desafio
 
  • Tem muitos blogs que eu admiro e que merecem o selo, mas eu não quero forçar, mesmo que indiretamente, que eles participem de uma pirâmide só para me agradar. Por conta disso, não vou indicar nenhum para o desafio.

Quero agradecer à Liane e a Carol que me deram este presente tão gostoso! Fiquei muito feliz em ter sido um dos escolhidos por vocês queridas. Um beijo bem grande!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Escondendo o Bom e Mostrando o Ruim

De: [pessoa que notou num verso algo que há escondido em mim]
Para: Lupo
Pergunta: 
Pode me explicar como a gente esconde o bom e mostra o ruim? Bjs meus.
 
Resposta:

Olá! Tudo bom?

Mostrar o ruim é fácil quando se entende o motivo. Quanto a esta nova pergunta (pq mostrar o ruim e esconder o bom?), tenho duas respostas: uma longa e outra curta.

A curta: Tenho medo. Vamos a longa:

Luto constantemente contra o meu ego, tanto no dia-a-dia quanto mais especificamente nas sessões de terapia. Por algum motivo ainda por mim desconhecido, sinto que não posso "vomitar" ao mundo as bênçãos que Deus me deu e que me fazem diferente dos outros. Se fizesse isso, é como se eu me colocasse "acima" daqueles que não a tiveram, e conseqüentemente, colocaria-os, relativamente, "abaixo".

Divaguemos.

É bíblico que àquele que divulga as boas coisas que faz já está recebendo a recompensa no ato da divulgação. Em outras palavras, àquele que sacia o seu egocentrismo está se privando de uma premiação maior em termos etéreos. Por outro lado, as coisas ruins que fazemos terá seu pagamento. Penso que a noção católica de "pecado" (ou yang, ou preto, ou ímpar na visão espírita, vc escolhe a dualidade) está diretamente relacionada com a consciência de cada indivíduo, que por si só é um universo. Desta forma, o que seria "pecado" pra você pode não ser para o outro, e vice-versa. Para mim, e de forma insconsciente, demonstrar os meus talentos é um "pecado", mas não julgo quem o faz. São apenas seres mais (ou menos) evoluídos do que eu. Só isso. Um dia, todos chegaremos lá.

Voltemos.

Isso vai doer... Sou uma pessoa inteligente e tive oportunidades para aprender muitas coisas. Sou craque em ciências tecnológicas e tenho enorme facilidade para entender as pessoas (psicologicamente falando, e por causa disso muitos me acham "sensível"), tenho uma ótima escrita e consigo compreender qualquer coisa que eu queira, desde que não esteja relacionada ao meu inconsciente (infelizmente, não tenho controle racional algum sobre ele). Eis o meu grande demônio.

É como se eu tivesse algo muito importante, mas que não poderá nunca ser usado. Imagine uma criança que tem um brinquedo, mas que ficará para sempre trancado numa caixa transparente e inacessível.

Para sempre? Espero que não. Veja o caminho que estou tentando seguir:

Se tenho realmente os dons que te falo, seria mais sensato dividí-los com as pessoas, e transmitir-lhes àquilo que eu acho certo e, eventualmente, até poderia aprender alguma coisa. É errado privar os outros das coisas boas que podemos oferecer, não é mesmo? Será que realmente coloco a outra pessoa abaixo de mim quando digo, por exemplo, que o amor maior significa roubar apenas metade da dor do outro, e não ela inteira? Ou dependendo do caso, até mesmo não roubar dor alguma, e deixá-la sofrendo apenas com a dor física? Será que menosprezo o outro ao publicar num site de internet uma foto minha, que achei bonita, de frente ao espelho? É certo errar uma palavra de propósito só para que àquele que perceber o erro possa ter o mérito de corrigí-la, ou mesmo imaginar que não sou assim tão perfeito? É claro que isso são exemplos, sou um grão de areia perto da perfeição, e em âmbito maior, de Deus.

Quando escrevo este texto, exercito a "arte" de me permitir. Sinto-me mal dizendo que "sou isso" ou "sou aquilo". Isso nunca foi natural em minha história. Sempre fiz apenas o suficiente, com medo de aparecer mais do que outro. Olha que coisa doida: Nas mesas de bar com os amigos, eu ficava calado quase o tempo todo, e quando falava, era algo meticulosamente pensado. Fazia tudo para o som parecer "normal" no que se refere ao tom, as palavras usadas, ao momento... Tudo programado!

Foram raros os momentos em que me senti bem em ambientes externos, ou ainda quando estava acompanhado de pessoas com as quais não tinha MUITA intimidade. Cerveja? Não gosto! Mas quantas vezes tomei só para parecer igual! Ah! Como sofri simplesmente por ser diferente, por não consegui levar para o meu inconsciente a noção de que todos são diferentes, e é isso o que nos torna iguais. Ainda hoje, quando digo "oi", é um som mudo e programado, que mal sai de dentro de mim e que muitas  vezes nem é ouvido pelo outro. Eu não sou especial, e muito menos anormal. Ou sou, mas todos também são catzo!

Esta "prisão" que há em mim é o que eu mostro. As pessoas não íntimas que convivem comigo me enxergam como alguém muito inteligente, mas demasiadamente instrospectivo. Para entender melhor, é como se eu tivesse um nível baixo de autismo. O melhor de mim está cá dentro, ansioso para ser divulgado ao mundo. Se vão ou não aceitar as minhas diferenças é outra história, e gostaria de dizer que pouco me importa. Mas eu preciso crescer... Há um menino em mim, que tem medo de fantasmas.

Só para terminar, isso que falo é o eu "fora da internet". Na internet, através de blog, orkut, msn, etc., sou menos instrospectivo. Hoje, tento colocar mais cor, mais som, mais cheiro e mais toque em meus relacionamentos com o mundo lá fora, mas é um processo... e um processo que não quero seguir se para isso eu tiver que me violentar de alguma forma. Tudo tem seu tempo, e se não tiver, quero ao menos sentir que sou feliz, mesmo de vez em quando.

Eis porque eu escondo o bom e quase sempre mostro o ruim. Se eu fosse psicólogo, adoraria ter um "eu" como paciente, pois o mal do século está em mim, e tenho a perfeita noção de quem é o meu adversário.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Twitando - até 24/11/2010

  • 241110

    Um dia aprendi a sorrir. E não é que até o meu choro ficou mais bonito?
     
  • 231110

    Hoje eu não fiz nada. Tudo bem... O tempo é relativo e hoje é só o ontem de amanhã.
     
  • 181110

    Acabei de ter uma visão! Quando estiver com um problemão, coma chocolate! Pode não ser a resposta nem a solução, mas é muito bom!
     
  • 111110

    O que eu mais queria é não querer,  ou querer muito a ponto de conseguir, e depois querer novamente, e novamente, e novamente...

    Queria ficar em casa. Queria que a comida entrasse feito mágica em meu estômago. Queria querer um presente de natal.

    Ontem minha psicóloga disse que se diverte comigo. Chegará o dia em que quem vai pagar a sessão será ela, não eu!
     
  • 301010

    Havia uma pedra no meio do caminho. Não a ví e dei uma topada. Eis que a pedra não está mais no meio. Pelo menos outro não vai tropeçar nela.
     
  • 291010

    Gatos miando. Vamos alimentá-los com comida, e depois com afeto. Todos precisam mais disto do que daquilo, mas a ordem é esta.
     
  • 281010

    O mundo será melhor quando perceber que ciência e [espiritualidade / religião / coisas etéreas / divino] são na verdade a mesma coisa.

    Sou católico, e admiro demais a doutrina espírita, especificamente o Kardecismo. Há vários caminhos para o mesmo lugar.

    Independentemente da religião / fé de cada um, gostaria que todos conhecessem as idéias e a essência de Chico Xavier.
     
  • 271010

    Desejo boa noite, mesmo com todos já dormindo. Desejo bom dia, mesmo antes que todos acordem. Desejo paz, luz, e que Deus nos abençoe.
     
  • 261010

    Às vezes a recordação não é estática, uma ação, um instante... É um processo, uma fase recheada de BUMs. Exploda um pouco a cada dia!

    Faça alguma coisa que te faça nunca esquecer o que foi feito. Faça uma hoje, e outra amanhã, e mais uma depois. Viva as histórias que vai contar!
     
  • 251010

    Vou continuar tendo esperança que o amarelo é verde, mesmo que nunca ninguém lhe pinte de azul.

    Continuarei tendo esperança que o vermelho é vermelho, mesmo que alguém o pinte com outra cor.
  • 241010

    Devíamos ouvir mais as crianças e os idosos. Sempre aprendi mais com eles.

    Penso que a verdade está mais no "eu te amo" de uma lágrima que no "eu te amo" de uma faixa pendurada num avião.
     
  • 221010
     
    O importante são as pessoas, não as coisas (+ ou - 2002, quase levei um soco quando disse isso).

    Pior que querer e não ter, é querer, não ter, e não ter a mínima idéia do que é.
Todas as frases acima #byLupo

domingo, 21 de novembro de 2010

Qual é a do Soneto?

Sempre gostei de fazer versos de todo tipo, mas o soneto me encantou no dia em que fui pesquisar sobre ele, e com isso entendê-lo melhor. Passei a ver com outros olhos poetas tais como Vinícius, Bocage, Camões, Augusto dos Anjos, e isso só pra citar alguns grandes nomes do passado.

Parte Chata

Por definição de formato, o soneto é uma poesia com por 14 versos, divididos dem dois quartetos e doir tercetos ou - menos usual - três quartetos e um dístico. Existem vários tipos de soneto, mas independentemente do tipo escolhido, todos os versos devem possuir a mesma métrica (mesno número de sílabas poéticas). Deve-se ater a sonoridade do soneto, as sílabas fortes (não confundir com as sílabas tônicas que você aprendeu na aula de português!) devem estar na mesma posição em todos os versos.

Nos sonetos com dez sílabas em cada verso, existem 3 classificações:
  • Soneto Heróico: Fortes na 6ª e 10ª sílabas poéticas
  • Sáfico: Fortes na 4ª, 8ª e 10ª sílabas poéticas
  • Sáfico Imperfeito: Fortes na 4ª e 10ª sílabas poéticas
Existem ainda os sonetos classificados como Alexandrinos, que possuem 12 sílabas poéticas. Este deve respeitar algumas regrinhas, como por exemplo: cada verso deve ser formado por dois "mini" versos independentes com 6 sílabas cada, e a última silaba poetica de cada um desses mini versos deve ser grave ou aguda.

Existem outros formatos menos utilizados, com 9 ou 11 sílabas.

As rimas mais comuns dos quartetos seguem o formado ababa, abba ou aabb. Os tercetos são flexíveis, mas o mais comum é cde cde e cdc dcd. Existem ainda sonetos com versos brancos (sem rima), mas sempre respeitando as características explicadas acima.

Parte Legal

O soneto é pequeno, ou seja, fácil e rápido de ser lido. Nem por isso deixa de ser complexo com relação ao seu conteúdo. Existem sonetos que contam histórias épicas em seus 14 versos!

É fácil identificar nos bons sonetos partes distintas, com início, meio e fim. O final, aliás, é o que mais me fascina. Ele pode ser uma conclusão, uma revelação, um "susto", um questionamento, uma vontade, uma súplica, ou mesmo um resumo bem feito da idéia principal. A idéia do final é causar impacto, ele deve fazer com que o leitor pense.

Veja dois exemplos de finais brilhantes sob o mesmo tema:

"Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?"

Camões

"Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure"

Vinicius

Concluindo

Muitas pessoas acham (como eu) que a poesia deve ser feita com inspiração (ao invés da transpiração). Por outro lado, é bacana bolar uma idéia principal e trabalhar as palavras, adequando, alterando e procurando sinônimos que permitam uma melhor cadência. Você aprenderá muito com isso, mesmo que não faça sempre. Naturalmente, com a prática, você estará criando versos sonoros sem nem mesmo se dar conta.

Usando a "transpiração", pode acontecer que no final você tenha alterado tanto a idéia original, que ela disvituou para outra coisa, completamente diferente. Mesmo assim você pode ter criado uma obra de arte, que inclusive pode te ensinar algo novo sobre algo que você nem tinha pensado antes.

Um adendo, que vale para qualquer tipo de poesia / texto: Aprendi que eu não preciso concordar com o que escrevo, e muito menos estar presente em meus versos. Não existe limite! Você já percebeu isso?

De vez em quando, procuro me livrar de preconceitos e escrever algo que justifique uma coisa que não concordo - por princípio. O objetivo é criar polêmica, ser do contra, sacudir! Fazendo isso, aprendo mais, as pessoas aprendem mais, e exercito de forma direta a "dangerosíssima arte de conviver".

Se você quiser ler alguns dos meus sonetos, acesse meu blog de poesias: http://forati.blogspot.com

#byLupo - Outubro de 2007

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Herrar é Umano?

A música costuma ter ritmo, sons harmônicos, muitas vezes matematicamente calculados. Vemos na natureza pentágonos, círculos, quadrados e triângulos perfeitos. A dança, principalmente quando não é solitária, obedece às sensações conjuntas. Posso citar outros tantos exemplos.

Nem por isso o rabisco perde seu valor, mas não desmereça o quadrado. Conhecer as regras e não seguí-las pode ser sinal de pseudo liberdade, mas isso é particular a cada universo. É só por este motivo que aceito a poesia / prosa com erros, e em última instância, o provável ponto de vista de quem a faz.

Mas uma coisa é não se preocupar com a forma, com a métrica, etc... Outra é escrever errado sem um contexto plausível.

São tantos os poetas que adoro e que vez ou outra (ou quase sempre) respeitavam a gramática, o ritmo, à métrica, e nem por isso deixavam de mostrar sensibilidade e bom conteúdo. Aceitar o que serve pra X como verdade sem nem contestar, mostrando outra possibilidade, seria - só como exemplo - anular todas as minhas tentativas de sonetos. Pior, desmerecer grandes poetas. Preciso dar exemplos?

Respeito tanto uma certa escrita, mas não gosto quando tal escrita justifica e vangloria erros crassos de gramática e concordância com falta de tempo ou liberdade poética.

Estou sendo insensível? Sim, mas tenho defesa: sou um aprendiz, e como tal muitas vezes fico sem saber como escrever corretamente uma palavra, e sempre que eu revejo meus versos e textos antigos (e isso incluí aqueles que fiz ontem) encontro erros, mas eu tento acertar e aprender, e não justificá-los.

Eu fiz uma crítica para uma pessoa na semana passada quanto a isso. A crítica não foi aceita, ou compreendida.

Concordo que a poesia é livre, não se prende nem se prenderá nunca a regras, quaisquer que sejam, mas o poeta deve, no mínimo, procurar conhecer a ferramenta base de sua arte.

Defendo a minha falta de sensibilidade dizendo que fiz a crítica de forma privada e com a melhor das intenções, afinal, amigo também dá bronca. Melhor ser insensível e dizer o que sente do que mentir e impedir quem a gente ama de crescimento.

Bom... Eis minha opinião.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Hoje Não

Hoje não existe pensamento do Lupo. Na verdade, existe um universo de pensamentos, mas não há um post expressando algo deles. Tirando este.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Um Caminho Sem Volta

Antes de ler este post, quero dizer que você pode ou não acreditar no que escrevo. Não se trata de um texto religioso (apesar de eu usar uma crença religiosa para exemplificar as idéias). Criei uma história e um personagem, que é de certa forma um "alter-ego", mas que não me representa da forma que eu sou ou me sinto. Pelo menos não ainda.

Vamos lá?

A verdade absoluta às vezes é tão escondida por metáforas que a gente nem percebe quando ela se apresenta límpida a nossa frente. Espero que esta história traga algo bom para mim e para você... E lembre-se, é só uma história.

Outubro de 2010. Não sei o dia nem a hora, mas seu primeiro pedido - a descoberta - foi realizado. Durante um bom tempo antes disso ele ficou engessado em sua própria "pseudo vida". Chamo assim aquele limbo de existência em que se acorda apenas para poder dormir, e se dorme apenas para poder acordar. O que eu quero dizer é que foi um tempo em que nada de relevante aconteceu em sua vida.

Pouco antes da descoberta, ele passou por um lugar de trevas. Viu sua esperança quase acabar com o gosto de seu próprio sangue. Foi seu orgulho que fez com que ele tentasse se machucar. Foi traído de todas as formas possíveis.

Sim, chorou. Correu para o nada, alcançou um bar, bebeu, mas não conseguiu se embriagar. Contou suas dores para desconhecidos, e estes o abraçaram. Mas que dores? Ele estava apenas no começo de sua jornada, e o sofrimento era na verdade apenas a ardência do remédio que acabara de passar em suas feridas. Os germes estavam morrendo... Era apenas uma transição.

Após a separação do seu antigo eu, teve início um novo encontro. Olhando pra sí mesmo, nosso personagem começou a prestar atenção nas coincidências. Com a ajuda de outras pessoas - talvez anjos, ou enviados por eles - racionalizou o etéreo de forma lógica e científica. Todo novo dia era uma, dez, cem descobertas diferentes, cada uma envolta em tanta verdade que ele era incapaz de sentir-se digno de tanta informação.

Descobriu o amor maior, ou pelo menos o seu significado, e mais do que isso, entendeu porque muitas vezes  se utiliza a palavra caridade para traduzir amor. Aprendeu a ouvir a voz de Deus através do pensamento e dos próprios sentimentos inexplorados do seu coração.

Mas existia (e ainda existe) o ego e a posse (de coisas ou pessoas). Isso ainda lhe prende à mortalidade, ao medo e à dúvida. Não se pode agradecer a Deus por ser ateu... Não faz sentido. Também impossível não agradecer por não ser.

O entendimento do amor ao próximo é simples: Perceba o prazer de fazer o bem sem olhar a quem, sem deixar que a sua mão que afaga saiba do afago feito pela sua outra mão. Outubro de 2010... E seu pedido foi realizado, e finalmente ele entendeu.

Novembro de 2010, eis que surge um novo pedido.

Tudo tem conseqüência, tudo é ação ou reação, que também é ação, e que também é reação. Ele tornou-se supremo e ao mesmo tempo falho. Privilegiado por conhecer Deus através da simples noção do sentido do amor, viu-se obrigado a reconhecer tal grandeza egocêntrica para si mesmo, e soube de imediato que tal consciência divulgaria sua pequenez. Ser mais é pior do que ser menos.

Mas nesses momentos, deve-se seguir o exemplo dos grandes mestres. Jesus, que provavelmente assumiu ser O escolhido e O Filho de Deus. Ele aceitou de bom grado a sua grandeza e todas as conseqüências imediatas de Suas escolhas. Ensinou não com o intuito de mostrar que sabia, mas para que os outros aprendessem. Lavou os pés em sinal de humildade, e mostrando-se humilde, teve que aceitar tal gesto sublime como prova incontestável de ser mais do que àquele que tinha seus pés lavados, mesmo sabendo que todos eram a mesma coisa: Filhos de Deus.

Mas Jesus sofreu na carne e no coração, mas não sentiu dor alguma por parecer-se mais do que o outro, pois Ele nunca entendeu Seus atos e decisões como afirmação do seu ego, ou comprovação de sua posse (nesse caso, do conhecimento). Tanto que Ele partilhou o conhecimento, o peixe, o pão e o vinho, e fez isso propositadamente, inclusive para justificar que todos nós somos ou seremos bons, e que temos a mesma predisposição para o amor. Devemos ignorar (para fins espirituais) os conceitos fixos de tempo e espaço. São eles relativos.

Mas voltemos ao nosso personagem. Seguindo as lições de Jesus (e poderia citar o exemplo de muitos outros mestres, usei Jesus porque estamos no Brasil, país com base cristã nas suas diversas religiões), nosso personagem sentiu-se quase livre para divulgar a verdade que acabara de conhecer... Mas antes teria que cumprir uma "pequena tarefa".

Não se pode ensinar sem colocar o ensinamento à prova. Deve-se fazer da carne a essência, e do exterior o que está dentro. Deve-se metamorfosear de lagarta para mariposa, e mostrar a beleza aos olhos daquele que se quer embelezar. Eis que nosso personagem encontrou o seu maior desafio: Tirar de si mesmo o que é apenas idéia, e tranformá-la em matéria. Fez então seu segundo e último pedido: Ser capaz.

Para deixar claro: Deve-se exercer o amor e a caridade para que o outro perceba o resultado global de tal ato (sim, é o mesmo) e consiga dessa forma entender o que é o amor maior, o amor universal, e em última instância, a resposta para o maior mistério da nossa existência.

Todos nós passamos ou passaremos por esta experiência cedo ou tarde. Conhecemos na história alguns que já percorreram com sucesso tais caminhos. Eles são inspiração para o nosso personagem, e para todos àqueles que descobriram através de outros meios o que é a verdade absoluta.

Não vou encerrar a história do personagem, pois ela ainda está sendo vivida. Posso dizer que ele tem medo de não ser capaz de, tão cedo, colocar em prática àquilo que manda a sua consciência, mas que ele sabe  que conseguirá um dia... E se o tempo e o espaço são relativos, o "quando" e o "onde" pouco importam.

Com o tempo, todos nós vamos nos desligar das coisas materiais e do egocentrismo para se ligar ao amor. Este é um caminho sem volta, faz parte da nossa evolução. É por isso que, tal qual o nosso personagem, eu tenho esperança.

Por fim: É preciso alegria e bom humor para ser pleno, e a única coisa no universo que deve ser levada 100% a sério é o sofrimento do próximo, principalmente se o sofrimento for na alma.

Que Deus nos abençoe sempre.
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